O que você achou do nosso site?
Bom
Regular
Ruim




 

 

População da Zona Leste faz caminhada por justiça para alagados da Várzea do Tietê

Será neste sábado (16), às 10h, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Romano

Será neste sábado (16), às 10h, a Caminhada Ecumênica por Justiça aos Alagados da Várzea do Tietê. O percurso da caminhada sai da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Jardim Romano, até o Parque Paulistano, na Zona Leste da Capital. As mortes por doenças em conseqüência da convivência com a água suja das enchentes tem sido a principal queixa dos moradores. Os governos têm ignorado a inundação permanente com a qual convivem vários bairros da Zona Leste da Capital.

O manifesto que anuncia o protesto relato o caso de Cássio Rodrigo Sales de Lima, morador da Vila Itaim, que perdeu seu filho de seis anos no dia 20 de dezembro. Após a criança ter tido contato com as águas das enchentes, manifestou sintomas da leptospirose e faleceu dois dias depois sob cuidados médicos, os quais não atestaram a causa de sua morte.

O movimento entende a situação como uma tragédia prevista pelo poder público, ao deixar o Rio Tietê por quase três anos sem limpeza. Na chuva da madrugada do dia 8 de dezembro, fecharam as comportas da barragem da Penha, numa clara opção de inundar as casas dos pobres para preservar as casas dos ricos.

O mais agravante, segundo o manifesto, é o descaso com as mortes, as doenças e a total negação de direitos constitucionais dos moradores da várzea (proteção, saúde, moradia, direito a vida, entre outros), evidenciados desde o dia 8 de dezembro de 2009, pela falta de recursos humanos (principalmente na saúde) e da disponibilização de maquinários adequados para solucionar os problemas da enchente.

A situação é considerada pela população como inaceitável ante a proposta orçamentária aprovada em dezembro na Câmara Municipal, que reduz investimentos em obras nas áreas de risco de enchente e aumenta valor dos gastos com publicidade do prefeito Kassab. Para a subprefeitura de São Miguel, a redução do orçamento foi de sete milhões de reais.

Outra denúncia feita pelos manifestantes é que esta política de morte e negação de direitos visa facilitar o projeto do Governo do Estado de remover as famílias da várzea para construir o que ele tem apresentado como “o maior parque linear do mundo”. Desta maneira, sem apresentar nenhuma política habitacional às quase cinco mil famílias previstas para a desapropriação, provocar uma enchente seria uma maneira mais barata para expulsar os pobres das margens do Rio, oferecendo-lhes uma bolsa aluguel.

O manifesto se pergunta se fosse a inundação e as mortes de pessoas da classe
média, que providências o prefeito Kassab e o governador José Serra teriam tomado. “Acaso ignorariam as mortes e lhes ofereceriam uma bolsa aluguel?”, diz o texto.

A manifestação vai defender a preservação das vidas, a qualidade no atendimento à saúde pública, a imediata política habitacional que atenda aos desabrigados - uma casa por outra casa, e o não à bolsa aluguel.

A organização da manifestação é da Rede de Proteção à Criança e ao Adolescente da Vila Itaim e do Jd. Romano. Os apoiadores do protesto são a ACALeO - Ação Cultural Afro Lesta Organizada; Movimento Popular pelos direitos dos moradores das margens do Tietê e por justiça no processo de desapropriação; Sociedade Amigos da Vila Mara; Sociedade Amigos da Vila Itaim; Sociedade Amigos da Vila Nova Itaim; Conselho Tutelar do Jd. Helena; Pastorais Sociais das Paróquias São José Operário da Vila Itaim, Nossa Senhora Aparecida do Jd.Romano, São Paulo Apóstolo do Jd. Aymoré, São Pedro do Jd. Aymoré e São Joaquim do Jd. Noêmia; Igreja Metodista Wesleyana da Vila Itaim; Educafro núcleo Bom Pastor da Vila Itaim; Daniel Lanches da Vila Itaim.


 
 

Você é o visitante número:
Contador de acesso

   
Partido dos Trabalhadores - Diretório São Bernardo do Campo - Rua Tapajós, nº 03 - Centro - São Bernardo do Campo - São Paulo
© Copyright 2008. Todos os direitos reservados. Versão 0.42
Developed by: A&T Comunicação Audiovisual Ltda.