Paim quer penas mais duras para motoristas que desrespeitarem ciclistas
Integrantes da Organização Não Governamental (ONG) Rodas da Paz foram recebidos pelo senador Paulo Paim (PT-RS) na rampa do Congresso Nacional, após manifesto contra impunidade no trânsito. O ato aconteceu na tarde de quinta-feira (3).
Os manifestantes pedem que motoristas, como Ricardo José Neis, que atropelou um grupo de ciclistas durante passeata em Porto Alegre, não saiam impunes.
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa, senador Paulo Paim (PT-RS) lamentou o episódio e recebeu o grupo de ciclistas para debater soluções em uma audiência extraordinária. Paim é autor do Estatuto do Motorista (PLS 271/08), que apresenta penas mais duras para motoristas que cometem infrações de trânsito e desrespeitam ciclistas. Paim também defende a redução de impostos para aquisição de bicicletas.
“É como alguém disse aqui, se com as motos há um problema enorme, calcule conosco (ciclistas) o desrespeito que há com aqueles que andam de bicicleta enquanto em países de primeiro mundo como a Alemanha, Itália e França a bicicleta é usado como instrumento de defender a vida, pelo exercício, e em defesa inclusive do meio ambiente e combate à poluição”, explica Paim.
Em ato simbólico, os ciclistas "sepultaram" o Código de Trânsito e o Código Penal em frente ao Congresso. Uma declaração de óbito dessas leis foi entregue ao senador Paulo Paim. Eles pedem a fiscalização no trânsito, campanhas educativas e ciclovias para transitarem sem medo.
O presidente da ONG, Ronaldo Silva, afirma que no Brasil raramente os "assassinos do trânsito" são penalizados. "É possível que esse camarada, que num ato de barbárie e selvageria jogou seu carro contra ciclistas, que faziam uma manifestação contra a violência no trânsito, seja totalmente isentado de culpa", lamenta.
Uma nova audiência será marcada em março para discutir o assunto na Comissão de Direitos Humanos. “A audiência pública vai ter um papel extremamente importante porque vamos poder ouvir não só a sociedade, mas ouvir os demais senadores e inclusive o poder público, o poder executivo, no sentido de fazer com que as leis sejam devidamente aplicadas”, reforçou a vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos, senadora Ana Rita (PT-ES). (Julita Kissa - Portal do PT)